{Resenha} O Crime do Vencedor

quarta-feira, 3 de maio de 2017

{Resenha} O Crime do Vencedor

Sinopse

"Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha. Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesãos e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Harren: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma? No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo... e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso. Nesta sequência fascinante e devastadora de A maldição do vencedor, Marie Rutkoski desvela o alto custo de mentiras perigosas e alianças pouco confiáveis. A revelação da verdade é iminente e, quando finalmente vier à tona, Kestrel e Arin vão descobrir o preço exato de seus crimes."
O Que Achei

"Em sua mente, Kestrel jogou as peças."
Após a inesperada reviravolta nos capítulos finais de A Maldição do Vencedor, primeiro livro da Trilogia, o Crime do Vencedor parte exatamente de onde seu antecessor parou: em meio ao caos, uma Herran independente (mais ou menos), um noivado arranjado e o início de uma nova guerra. Lady Kestrel está de volta. Com seus esquemas tortuosos, seu coração íntegro, os dois reinos com os quais ela tem jogado e um amor proibido arrebatador.
“-Você busca o império e um marido que possa manipular com a mesma facilidade que essas peças de jogo.”
OCdV introduz o leitor ainda mais fundo no mundo da política Valoriana. Agora vemos de perto a corte com sua numerosa e excessiva riqueza, e os jogos que estão sendo lançados. Muita coisa está acontecendo entre os personagens. E a tensão entre Kestrel e Arin é o carro chefe dessa obra.
“Ela tinha sentido isso antes, sentia agora: o impulso de cair junto com ele, de mergulhar dentro dele, de perder a noção de si mesma.”
Ao meu ver, a principal arma de Kestrel não é a espada, assim como seu pai gostaria; e sim seu cérebro audacioso. Sua mente sagaz é seu maior trunfo na guerra. Capaz de perscrutar estratégias minuciosas e certeiras. Por outro lado, Arin esteve quase o tempo todo a espera que uma densa névoa de incertezas o engolisse por completo. Envolvido por uma teia de artimanhas tecida pela própria Lady Kestrel, em nome do amor, gradualmente, vemos a desconfiança e o ceticismo se apropriarem do ex-escravo, enquanto o leitor é sugado por uma agonia sem fim.

O Crime do Vencedor

Novos personagens foram introduzidos, trazendo novos pontos potenciais para a trama. E embora, a autora tenha mantido a maior parte do foco nos dois amantes, estes outros também foram explorados. Alguns personagens, como Jess e Ronan, continuam dispensáveis, na minha opinião. Em nada acrescentam à história. O príncipe dracano, Roshar, em contrapartida, foi uma contribuição atraente e espirituosa. Suas cenas foram sempre carregadas de humor ácido e diálogos bem elaborados.

O enredo genial de OCdV tece uma trama pautada por disputas de poder, jogos psicológicos, armadilhas e espionagem, onde quem vence é aquele capaz de guardar o coração e ser guiado pela ambição. Mas será? Marie Rutkoski condensa uma escrita poética ao mesmo tempo em que entrelaça uma narrativa ardilosa. A Maldição do Vencedor me transportou para um universo único e maravilhoso, e sua sequência combina um excelente andamento dos fatos e um final de tirar o fôlego. Sem dúvida está entre minhas melhores leituras do ano.

Nota
Sentimento
Notacórnio

Val

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