{Resenha} Victoria e o Patife

segunda-feira, 20 de março de 2017


"Neste romance histórico juvenil, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?"
Se você procura uma história leve e fofa para passar o tempo, Meg Cabot nunca decepciona. E as pequenas nuances de empoderamento feminino nesse romance histórico juvenil, só vieram agregar à narrativa sempre gostosa da autora.

Victoria é uma protagonista banal em vários aspectos: rica, acostumada a ser , um pouco intransigente com os empregados e que tolamente se vê apaixonada pelo primeiro cavalheiro bonito que lhe dispensa atenção. Mas são nos pequenos detalhes que a personagem nos conquista. Ela está sempre disposta a ajudar o próximo, mesmo que às vezes (ou quase sempre) seja um pouco intrometida no processo, e também não aceita facilmente alguns papéis impostos às mulheres de sua época, várias vezes se indignando em algumas situações clássicas de romances históricos. A personagem realmente mostra sua força ao tentar escapar das adversidades correndo atrás do que quer e não se lamentando e se colocando como vítima. Jacob também é um personagem interessante, que aceita as diferenças de Victoria melhor que o restante da sociedade, mas realmente a estrela aqui é nossa protagonista.
"Victoria jamais sentia inveja da aparência de outras meninas, pois, por mais que a sua própria deixasse a desejar, a jovem sabia que tinha outras qualidades que compensavam qualquer falta de covinhas ou de curvas."
A história se desenrola de forma leve e rápida, uma vez que o livro é bem curtinho, e nenhuma reviravolta impressionante acontece. Os personagens secundários, incluindo as crianças, primos de Victoria, dão um charme à história, tornando-a ainda mais cativante. O romance segue aquele padrão "detesto você, mas estou apaixonado" e é impossível não torcer para que os personagens se acertem logo.
"Victoria concluiu, cansada: homens eram criaturas muito exaustivas. Em especial aqueles por quem a pessoa acabava se apaixonando."
A história toda segue uma linha bem inocente, com no máximo alguns beijos trocados entre os protagonistas, podendo facilmente ser lido por garotas a partir de 13-14 anos. Mas como todas nós já nos apaixonamos por aquele garoto implicante e charmoso, podemos nos identificar e aproveitar a leitura.

A edição da Galera Record está linda, com uma capa fofíssima que combina perfeitamente com a história. Mais um romance gostoso da diva Meg Cabot para se ter na estante.




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