{Resenha} Juntando os Pedaços

quarta-feira, 1 de março de 2017


"Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito."
"O que te identifica?" - Jack
Libby Strout já foi considerada A Adolescente Mais Gorda dos EUA. Depois de um incidente muito desagradável, Libby vai parar no hospital e perde peso. No entanto, ela ainda precisa perder 90 quilos para chegar ao peso ideal, e isso nos traz a primeira questão: ideal para quem? Só que isso é o que Todo-Mundo-Sabe-Sobre-a-Libby. O que quase ninguém sabe é que Libby passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte da mãe. E que depois de um longo tempo, ela se sente disposta para voltar à sua vida normal.
"Nos últimos dois anos e meio, você caminhou dez mil passos por dia. Cada um deles trouxe você aqui." - Libby
Jack Masselin tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer os rostos das pessoas. Imagine viver rodeado de estranhos, e mesmo que o tempo passe, essa gente toda nunca passará de rostos desconhecidos para você. Pois é, Jack vê os olhos, o nariz, a boca... mas uma possível falha em seu cérebro, o impede que consiga juntar tudo isso e gravar na memória. Ele não reconhece sua mãe, seu pai, seus irmãos. Nem mesmo o cara com o cabelo estiloso que o encara de volta no espelho, todas as manhãs. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele... quaisquer características marcantes que o ajude a distinguir seus amigos e familiares.


Depois de uma brincadeira cruel, da qual Libby é o alvo, ela e Jack vão parar na diretoria. E a partir daí, duas pessoas completamente diferentes, tem seus destinos traçados. E aos poucos, aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

A genialidade de Jennifer Niven ataca novamente. Com sua escrita brilhante e tocante, ela apresenta ao leitor uma das melhores protagonistas que você terá o prazer de conhecer. Libby é extremamente forte, divertida e inspiradora. Assim que você virar a última página desse livro, sem dúvida vai pensar: quero ser como Libby Strout.
"-Quanto você pesa?
- Cinquenta e cinco. Todo mundo fica me olhando. - Desculpa você quis dizer meu peso físico ou espiritual?" -Libby
A doença de Jack me fez pensar sobre tantas coisas, entre elas, quem sabe a prosopagnosia não tornaria nossas vidas muito melhores, não é mesmo? Imagine, se ao olharmos para as outras pessoas, as víssemos pelo que realmente são? Independente se os olhos são mais bonitos verdes ou azuis; ou se esse estilo de cabelo combina ou não com ela.
"-Você está muito bonita - digo.
Ela inclina a cabeça e olha para mim. - Você está me paquerando, Jack Masselin? - Apenas apontando o óbvio." - Jack e Libby
Esse brilhante romance nos ensina a olhar para além das estereotipias que teimam delimitar um quadrado de acomodação ao nosso redor. Ajuda-nos a olhar para nós mesmos – e os outros – e enxergar Pessoas, e não aquilo com que tentam nos definir todos os dias.

Com uma narrativa cheia de belíssimos trechos, a autora de Por Lugares Incríveis, volta com outra mensagem também importante em Juntando os Pedaços: Aceitação. Dos outros e, principalmente, de si mesmo.
"Lembre-se alguém gosta de você. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático [...]. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo." - Libby




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3 comentários:

  1. Oi, Val!
    Desde que saiu esse livro, quero ler. Achei interessante a doença do Jack. Imagina você se olhar no espelho e não se reconhecer... Deve ser um sentimento angustiante.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio Literário de Carnaval
    Resenha Premiada Paixão e Crime
    Sorteio Três Anos de Historiar

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    Respostas
    1. A doença dele realmente é bastante incomum e curiosa. A escrita detalhada da Jennifer nos faz sentir como se estivéssemos na pele de Jack. A Libby também incrível, vc vai adorar ela. Espero que o livro te encante tb. Beijos, Luiza!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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