{Resenha} Ruína e Ascensão

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

"A capital está em ruínas. O Darkling governa Ravka de seu trono de sombras. O destino da nação parece estar nas mãos de uma Conjuradora do Sol enfraquecida, de um rastreador sem forças e do que resta do que outrora foi um grande exército mágico.  Oculta nas profundezas de uma antiga rede de túneis e cavernas, Alina está fragilizada e deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e de fanáticos que a adoram como uma santa. No entanto, sua esperança está em outro lugar e seus planos exigem que ela recupere as forças para sair dali o mais rápido possível. Para isso, terá de forjar novas alianças e deixar de lado as velhas rivalidades como Maly para encontrar o último dos amplificadores de Morozova. Porém, quando começa a desvendar os segredos do Darkling, ela descobrirá um passado que vai alterar para sempre a sua compreensão do vínculo que eles compartilham. O pássaro de fogo é a única coisa que separa Ravka da destruição, mas ele pode custar à Alina o próprio futuro pelo qual ela sempre lutou."
A conjuradora do Sol ainda vive! 
"A beleza era a sua armadura. Um material frágil, tudo exibição. Mas o que havia dentro de você? Havia aço. Ele é bravo e inquebrável. E não precisa de conserto."

Ruina e Ascenção é o terceiro livro da Trilogia Grisha e parte exatamente de onde seu antecessor terminou. Ravka está sobre o comando do Darkling e seu reino sombrio. A nação deposita toda fé em sua Sankta Alina, na esperança de que a Conjuradora do Sol consiga resolver todos os problemas e destruir seu inimigo. Alina, que por sua vez, encontra-se frágil em consequência ao último combate com o Darkling, vem sendo mantida sob a proteção duvidosa do Apparat e daqueles que a veneram. No entanto, a Conjuradora do Sol mantém sua mente ocupada em como conseguirá achar o Pássaro de Fogo, o ultimo amplificador, e também aquele que lhe dará o poder total para destruir o Darkling.



"Senti aquela onda de fome, a batida constante e saudosa do desejo que nenhum de nós queria, mas que nos prendia mesmo assim. Estávamos sozinhos no mundo, éramos únicos. Estávamos unidos e sempre estaríamos." - Alina

Segredos emergem e o passado vem à tona para nos dar acesso a compreensão sobre a ligação que une Alina e o Darkling, e todo o poder que ela carrega. Embora esteja fraca, Alina sabe o que precisa fazer para encontrar o terceiro amplificador, mas para isso, vai precisar da ajuda de seus amigos.

Leigh Bardugo preserva uma trama caracterizada por diálogos inteligentes, onde os personagens interagem de maneira dinâmica. O amadurecimento destes é papável, quando vemos sua busca para salvar e proteger aquilo que amam. Todos têm papeis importantes na história, e também possuem defeitos, mas Leigh trabalhou muito bem em cada um deles, usando-os a seu favor. As primeiras páginas, no entanto, sustentam um enredo lento, graças a descrições detalhadas demais, tornando a leitura arrastada. Senti falta de mais reviravoltas e batalhas, comuns em finais de trilogias/series.

Mais que isso, o livro fala de luta. Fala de amizade. Sobre não ter vergonha de pedir ajuda quando o fardo é pesado demais. Sobre como a mágoa e a raiva são perigosas, e como podemos nos afogar nelas, caso explodam de dentro pra fora.

"Eles tinham uma vida comum, cheia de coisas comuns. Se é que o amor pode ser chamado de comum."




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