{Resenha} Monge Guerreiro

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017


"Maior rei da história da França, Luiz IX (hoje São Luiz) determina que duas das mais importantes relíquias do Cristianismo sejam transportadas dos confins da Terra Santa e da Grécia binzantina até o coração do seu reino. De Jerusalém partem os valentes Cavaleiros Templários liderados pelo grão-mestre Christopher Blancher, um experiente combatente que carrega preso à armadura a coroa mais poderosa do mundo; do Monte Meteóra, e por decisão do destino – quiçá divina –, parte o monge ortodoxo Bastian Neville, um dissidente da Ordem do Templo, cuja missão é levar de encontro aos antigos irmãos de armas a Lança de Longinus. Entre as duas relíquias sagradas, entretanto, há um rei pagão de nome Slatan Mondragone. Sua missão? Reduzir a pó todos os reinos Cristãos. E para isso uma profecia deverá ocorrer na boca do Vesuvius, o vulcão mais furioso da Europa."
Uma jornada inesquecível!

“[...] Bastian Neville caminha sobre a muralha norte, flanqueado por milhares de soldados romanos. Seus olhos enfim encontram o que buscam: as fileiras inimigas destampando da cordilheira. Cerca de mil passos os separam.”

É com narrativas como essas que nos deparamos com Monge Guerreiro. Uma leitura completamente fora do meu habitual, e que me impressionou pela originalidade dentro de universos já conhecidos.
O livro narra a saga de Bastian Neville, um cavaleiro templário, que, em sua busca por redenção, passa a viver como um monge. Neville então, recebe uma missão, e é a partir daí que começa a mais temível aventura do nosso monge guerreiro.

Em posse de duas relíquias do cristianismo, Bastian e Christopher Blanche – comandante da Ordem do Templo – enfrentarão combates intensos e conhecerão reinos misteriosos, até chegarem ao seu destino final.

Durante a narrativa somos apresentados a diversos personagens, que nos encantam por suas histórias singulares; ou nos assombram com sua perversa maldade, como é o caso do Rei Negro, Slatan Mondragone.

“Com exatos dois metros de altura, o Rei Negro assusta ainda mais pela rouquidão. A voz rouca parece entoar o som de um trovão. Sua armadura é coberta pela grossa pele de um urso negro enquanto o enorme machado de dois gumes está sempre ao alcance de suas mãos. A densa barba e os cabelos longos e esvoaçados tornam sua expressão ainda mais severa, ressaltando os olhos enegrecidos como a noite."

É impossível não se envolver na história e com esses personagens incríveis - mesmo os secundários. Minha personagem preferida, sem dúvida, foi a princesa Setseg. Simplesmente porque amo encontrar essas mulheres fortes, que lutam por um objetivo e não por uma rebeldia infundada. Ela é corajosa e luta bravamente ao lado de Bastian. O romance entre a guerreira e o monge acontece gradualmente, e nos encanta pelo misto de emoções que sustenta na trama.

Todas as cenas são narradas em terceira pessoa, o que nos dá a perspectiva de diversos personagens e ambientes.

O livro possui vocabulário claro e preciso, ainda que se mantenha fiel a linguagem coloquial da época. A leitura não se mostra tediosa em nenhum momento. A edição da Drakkar é incrível, com folhas grossas e margens decorativas. Além disso, suas páginas são carregadas de ilustrações belíssimas, alçando voo à imaginação do leitor.

“- Sonhe com as montanhas do seu clã, Setseg – acalenta o templário, com pensamentos ardentes habitando sua mente -, pois daqui não arredarei o pé, guardando-a em segurança. Velando seu sono.
- Não desejo sonhar com a minha terra, Bastian. Mas com você.” -Bastian e Setseg

Sentimento

Val

Comente com o Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário